28 de fevereiro de 2012
Duas partes de mim, culpadas!
É uma dor de cabeça que parece ser de culpa. Culpa minha, por me culpar. A dor que me faz sentir culpada em ter me divertido muito essa noite sendo que não estou preparada psicologicamente para tanto. A culpa de estar pulando e sorrindo sabendo que talvez não seria esse o certo a fazer. A dor vai, vem, vai, vem. Aquelas de incomodar e fazer os olhos fecharem. Culpa minha.
É sorrir ou afundar, eu escolho.
Estou bem, estou me obrigando a isso. Agora, se realmente estou bem é outra história. Se eu não sorrir e ficar bem o que vai acontecer? Sei que sou fraca, por isso me obrigo. Fraquíssima, vou acabar comigo mesma. Eu quero estar bem, me sentir feliz. Quero gargalhadas de doer a barriga, será que dá? Obrigarei-me a isso. Senão, vou me afundar e afundar naquele poço de tristeza e sono profundo.
24 de fevereiro de 2012
E se por acaso eu me afogar,não me salve.
Mergulhei fundo a ponto de acordar com as costas doídas e pernas adormecidas. Um sonho tão louco que a vontade de sair dele é quase tão forte quanto a de permanecer nele. Ando mergulhando demais. Tentando achar por debaixo d'agua o ar puro, digno de se respirar. Aquele ar capaz de preencher o pulmão de um jeito tão satisfatório de não querer mais soltá-lo. Continuo procurando debaixo da coberta surrada.
O refúgio de um olhar apagado
Há tempos penso em escrever aqui. Tentar colocar tudo pra fora, me libertar. Mas a única coisa que quero ultimamente é dormir. Dormir e muito. Um sono profundo e agitado a ponto de dar reviravoltas na cama. Num sono tão calmo e pesado que me faz conhecer um lugar fora da realidade. O sono que é o portal do refúgio que eu tanto necessito e procuro. Achei. Basta fechar os olhos e relaxar o corpo. Ah, e abraçar um urso de pelúcia de um jeito bem forte e esquisito.
8 de fevereiro de 2012
Tudo ótimo e com você?
Sorria. Nos piores momentos, sorria. Nos piores pensamentos, sorria. Nos maiores medos, sorria. Erga os cantos dos lábios até que sinta seus olhos ficarem um pouco fechados. Sorria e diga que está tudo bem. Contrarie tudo que faça você querer se isolar,sentar e chorar, apenas sorria. Por que na verdade ninguém se importa com os teus problemas, só perguntam se está tudo bem por educação. A única pessoa que pode te ajudar é você mesma. Então sorria por fora e tente encontrar o caminho certo por dentro, demonstrando absolutamente nada. Tudo bem sim e com você?
7 de fevereiro de 2012
Um dicionário traiçoeiro usado por pessoas traiçoeiras
Eu só gostaria que as pessoas entendessem que palavras devem ser muito bem pensadas antes de serem ditas. Por menor que ela seja, pode doer mais que um tapa no rosto. Arde, magoa, decepciona. Antes de proferi-las, veja bem se é isso mesmo o que quer dizer. Palavras são cruéis e pessoas também. E tem mais: por mais que elas sejam jogadas ao vento e levadas pelo tempo, elas grudam de um tal jeito na memória do ser humano que se torna quase impossível de serem esquecidas.
São capazes de machucar de um jeito inexplicável, e se por acaso houver arrependimento daquele que as disse, não existe desculpas que a apaguem por inteiro.
Palavras, palavras,palavras. Tão lindas quanto cruéis.
São capazes de machucar de um jeito inexplicável, e se por acaso houver arrependimento daquele que as disse, não existe desculpas que a apaguem por inteiro.
Palavras, palavras,palavras. Tão lindas quanto cruéis.
25 de janeiro de 2012
E fazer do nó um laço
É tudo tão estranho. Estou com um nó dentro de mim e tá difícil de desatá-lo. A vontade de sentar num canto e chorar e tão forte quanto a vontade de rir sem parar. Eu quero me isolar num lugar fechado com um bloquinho e uma caneta enquanto saio com os amigos para uma partida de boliche. Opa, o nó ficou mais forte. Por favor, dê a volte e forme um laço,assim ao menos terei uma boa aparência e tiram essas olheiras roxas que o nó me presenteia.
1 de dezembro de 2011
Cadê minha Wonderland?
Eu estou cansada,não quero mais. Quero que abra um buraco bem grande na minha frente para que eu possa me jogar e ficar em lugar nenhum. Um lugar sem nada pra fazer,sem nada pra pensar,sem nada pra nada.
Quero ser a Alice.Preciso cair no buraco mais profundo que eu possa imaginar e ficar lá por um tempo. Não quero me preocupar enquanto estiver lá, muito menos pensar no que pode acontecer quando eu sair de lá.
Preciso de tempo,de paz e sossego. Um quarto vazio com uma cama. Preciso descansar. Preciso que minha cabeça para um pouco de funcionar. Socorro!
Quero ser a Alice.Preciso cair no buraco mais profundo que eu possa imaginar e ficar lá por um tempo. Não quero me preocupar enquanto estiver lá, muito menos pensar no que pode acontecer quando eu sair de lá.
Preciso de tempo,de paz e sossego. Um quarto vazio com uma cama. Preciso descansar. Preciso que minha cabeça para um pouco de funcionar. Socorro!
30 de novembro de 2011
Devem achar que eu sou um robô, não é possível. Todo mundo tem problema, menos eu. Quando não pedem ajuda para solucioná-los, ficam jogando na minha cara, como se os da pessoa fosse muito mais importante que qualquer coisa na mundo. Não é porque eu não demonstro que significa que minha vida é perfeita.
10 de novembro de 2011
Stop > Pause > Play
Estou precisando parar. Parar a vida, o mundo. Preciso sair, arejar a cabeça, viajar para longe, pro meio do mato. Preciso conversar com a natureza, sentir cheiro de chuva e fazer melodias com as gotas d'água. Largar tudo e sair por aí, sem rumo, longe de tudo. Sem preocupações e angústias. Preciso dar risada do fundo da alma,de doer a barriga. Abraçar alguém que queira ser abraçado por mim. Preciso, nem que seja por algumas horinhas, pausar minha vida e fugir.
4 de outubro de 2011
Eu quero ficar longe estando perto. Outra vez aquele maldito conflito ente razão e emoção. Qual a causa disso? Onde irei parar assim? Deus do Céu,me dê uma luz, uma resposta, qualquer coisa. Não é possível que isso tudo faça parte do viver a vida. Quero viver bem,viver em paz, mas o que está acontecendo não está parecendo viver bem,muito menos em paz.
15 de setembro de 2011
Cadeia sentimental
Olhar perdido a procura de algo improvável. Pensamentos distantes atrás de uma cena impossível. Antônimos se encontram perfeitamente sem ao menos se encaixarem em pequenos vãos. As cruéis dúvidas que atormentam qualquer ser pensante que possui um órgão vital que bombeia o sangue e pulsa mais forte quando a paixão o encontra. Ah, a paixão, sentimento tão temido e tão fácil de ser encontrado e qualquer pessoa. É possível que ela vire amor? É possível ter tantas perguntas sem respostas? Paixão,o antônimo de paz e sinônimo de medo. Medo tão medroso que chega a assustar.E assim vai,uma cadeia sentimental sem fim.
1 de setembro de 2011
?
Sim meus textos são melancólicos.E não,eu não sou melancólica. Toda vez que vejo uma caixa de texto aberta,algo toma conta de mim,um lado sombrio,que se apossa do meu ser e desliza meus dedos sobre as teclas pretas.Clec clec clec. Letras,sílabas,palavras.Quem está aí dentro? Apresente-se. Nayara 1 ou Nayara 2 quem escreve agora? Clec clec clec. (risos)
Não
Não vou ser acusada por não tentar. Não vou admitir isso. Não quero mais nada,é simples. Perfeições e imperfeições foram aceitas e apagadas.Erros,acertos,sorrisos e desculpas fizeram parte de alguma história que hoje não é a principal.Passou,já era. Será que restou algum vestígio,algum arranhão em um de nós? Não há preocupações e sim possíveis fingimentos. Foi rápido,fim.
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